Criatividade é a mãe de todas as forças da comunicação


Sergio Amado, Country Manager do grupo WPP no Brasil

Por Claudia Penteado

Recentemente, Sergio Amado deixou seu posto de chairman do grupo Ogilvy para assumir um cargo novo na região: o de Country Manager do grupo WPP no Brasil. O País está entre os maiores mercados para o grupo e é considerado chave para a estratégia de crescimento. O grupo já mantém country managers na Itália e na região da Austrália e Nova Zelândia, e há pouco tempo indicou a executiva Karen Blackett para assumir a posição no Reino Unido. A tendência é fortalecer o grupo em cada região, buscando as melhores aquisições e parcerias. Neste papo, Amado fala do novo desafio e da sua visão do negócio.

O que a propaganda ensinou a você de mais valioso?

A propaganda me ensinou a construir marcas, a conhecer o cliente, a gostar de clientes e, principalmente, a ver os resultados positivos das campanhas.

E o que você aprendeu de mais importante como presidente de agência?

Eu aprendi a decidir rápido, não ter medo de errar, mas não repetir o erro e ter coragem e humildade.

Como foi a experiência de tantos anos na Ogilvy - agência que passou por tantas transformações no Brasil, em especial uma grande revolução criativa na última década?

Foi uma notável experiência de formar um time e levar a agência a conquistar o prêmio de Agency of the Year em 2013 no Festival de Cannes. Colocar a marca entre as melhores e ter sempre os melhores talentos.

Qual a sua visão do Fernando Musa como gestor da Ogilvy?

Musa (presidente do Grupo Ogilvy Brasil) é talentoso e tem coragem. E os clientes gostam da “ousadia” dele.

Como você encara o desafio de ser country manager do grupo WPP? Qual o principal desafio desta posição, na sua visão?

Eu encaro apenas como mais um desafio em tempos que exigem mudanças rápidas para um realinhamento com os clientes.

Qual a posição do Brasil, hoje, no business do grupo Ogilvy?

A Ogilvy Brasil é uma das marcas relevantes do WPP, assim como mais 51 marcas que temos no país.

Como a crise afetou esta posição e os negócios de maneira geral?

A crise impulsionou o sentimento e a necessidade de mudanças para um modelo sustentável, agilizou a necessidade da transformação digital e, principalmente, o desafio de gerar com nossos parceiros de mídias modelos modernos e eficazes para as marcas.

Como você vê o futuro do mercado de agências no Brasil?

Acredito que seja um futuro de transformação, de busca da criatividade – mãe de todas as forças da comunicação –, de modernidade e ousadia.