A velocidade é a nova qualidade


Aurélio Lopes, CEO da FCB Brasil e Chairman Latin America

Por Claudia Penteado

Este ano tem sido melhor para a FCB Brasil do que 2017. Neste bate-papo, Aurélio Lopes, CEO da FCB Brasil e Chairman Latin America, fala sobre os desafios de ser um grande player na indústria da comunicação, a importância de investir em capital humano, desapegar de velhos comportamentos, ter a capacidade de calçar os sapatos dos clientes e revela o que mais o entusiasma na propaganda: o talento brasileiro para a criatividade.

Quais foram as conquistas da FCB este ano no Brasil?

Sem sombra de dúvida, 2018 foi melhor que 2017 para a FCB Brasil. Ganhamos a conta da Kimberly-Clark – marcas Neve, Scott e Kleenex- para a América Latina; a conta de Gomes da Costa e mais duas Universidades do Grupo Cruzeiro do Sul, a Cesuca e a FSG.

Crescemos também dentro da Nestlé com a conquista de mais um produto, FiberMais.

Outro passo importante foi trazer para o Brasil como um novo núcleo de negócios, a filial brasileira da FCB Health Network, uma das maiores redes especializadas do mundo e premiada como "Healthcare Network of the Year" no Cannes Lions 2018.

Das mudanças que estão ocorrendo no mercado de comunicação, o que de mais importante vocês vêm aprendendo?

A velocidade é a nova qualidade. O novo mindset de errar rápido e corrigir mais rápido ainda veio para ficar. Este novo contexto demanda um perfil diferente no recrutamento de novos talentos. Hoje o grande desafio do mercado da comunicação é exatamente a atração e a retenção de novos talentos. Nosso negócio depende do desenvolvimento do capital humano até para que possamos fazer melhor uso das tecnologias disponíveis e das que se renovam diariamente.

Capacidade de se adaptar é algo que se aprende?

Se aprende sim. Acredito nisso plenamente nisso. Porém, o grande desafio é entender que é necessário se adaptar e se desapegar de velhos comportamentos. Se você não quiser aceitar o novo, corre o risco de insistir no velho, o primeiro passo para se tornar obsoleto.

Qual o ponto forte da FCB hoje?

Além do capital humano, a FCB acredita na força do coletivo. A soma das partes é sempre muito maior do que o todo, especialmente neste mundo complexo e dinâmico em que vivemos.

Quais os maiores desafios neste conturbado ano de 2018?

O primeiro deles foi lidar com as incertezas econômicas e políticas, sem deixar a bola cair junto aos clientes, funcionários e acionistas.

Como vocês devem fechar o ano?

Acredito que vamos fechar o ano entre 3 a 4% acima de 2017. O que, sem dúvida, representa uma grande vitória.

O que entusiasma você, ainda, na publicidade?

O que sempre me entusiasmou e sempre me entusiasmará é o poder da criatividade brasileira. Seja em uma grande campanha ou em um pequeno post. O talento brasileiro é imbatível.

Como ser relevante hoje e contribuir de fato para o marketing e o business de clientes?

A gente precisa calçar o sapato dos clientes, sentir as dores deles e usar os nossos talentos para ajudá-los. O importante é poder ganhar dinheiro quando eles ganham e não quando eles gastam.