No negócio de construir valor para os clientes


Paulo Ilha, Vice-Presidente de Mídia da DPZ&T

Por Claudia Penteado 

No apagar das luzes de 2018, Paulo Ilha, vice-presidente de mídia da DPZ&T, conquistou a concorrida corujinha do Prêmio Caboré, na categoria Profissional de Mídia. O ano passado foi de muitas conquistas para ele, e certamente fazer conquistas em um ano desafiador como o que passou, deve ter um sabor especial. Neste papo, Ilha discorre sobre o que vem dando sentido ao seu trabalho, como a criação de uma cultura de mídia com mindset digital na DPZ&T. Um de seus vetores hoje é valorizar a mídia e os profissionais da área e considerar, diariamente, o valor que é preciso construir no trabalho para os clientes. "O mundo hoje muda tão rápido que podemos nos tornar obsoletos nos negócios em pouquíssimo tempo", diz.

Paulo, 2018 foi um ano importante para você. Fale um pouco do seu ano, e o que as premiações representam para você.

A DPZ&T tem feito um trabalho muito interessante para o mercado em geral, construindo valor para a atividade que desenvolvemos por ser alinhada com a realidade atual demandada pelos clientes. Especialmente na área de mídia vivemos um momento especial aqui, porque estamos nos desenvolvendo bastante utilizando recursos de dados e tecnologias atuais, além de um pensamento integrado de canais, construindo valores criativos na forma de se trabalhar mídia, tudo que gere maior assertividade na entrega para nossos clientes. Além disso, estamos chamando atenção porque a DPZ&T é um time de pessoas muito fortes. Quando olho para a mídia, eu vejo alguns dos principais talentos do mercado trabalhando aqui na agência e de forma alinhada, integrada, com uma visão em comum e sempre desenvolvendo suas carreiras. Esse sentimento vem fazendo com que a DPZ&T seja escolhida pelas melhores pessoas do mercado.

Que desafios importantes a sua área vem apresentando para você, e como você vem se transformando para atuar nela? E como você vem atuando e posicionando a mídia na entrega da DPZ&T?

Um dos primeiros desafios na DPZ&T foi desenvolver um novo jeito de fazer mídia usando todos os recursos de tecnologia, assim como uma mídia mais estratégica, menos voltada para compra de mídia e mais focada em construir ideias, projetos especiais e o diagnóstico do negócio. Também contribuímos para que a área de mídia e a DPZ&T estabelecessem uma cultura com mindset digital.

Como você enxerga hoje a mídia dentro de uma agência de publicidade e o futuro dessa área que, dizem, no futuro vai ser uma das que poderão ser absolutamente transformadas pela robotização e pela inteligência artificial?

Hoje, a mídia mostra muito mais seu valor e relevância de comunicação para o mercado. Começamos com uma equipe de 40 pessoas, que hoje já gira em torno de 80 profissionais engajados em fazer um trabalho de grande sucesso para o mercado. Vejo que o setor nas agências passa por uma profunda transformação e, em alguns casos, tem perdido valor. Nosso movimento é o contrário. É de valorização da atividade e dos profissionais. Criamos um modelo muito mais transparente, de cuidar do desenvolvimento das pessoas. Isso cria um ambiente interessante. Normalmente, em agência, não é isso que acontece.

O que encanta você no seu trabalho, o que o faz levantar da cama todos os dias para trabalhar? O que encanta você na propaganda, e como você enxerga o futuro dela?

Acordo todos os dias pensando no que não estamos fazendo e deveríamos colocar em prática. Também penso muito no tipo de valor que precisamos construir no trabalho para nossos clientes. Afinal, o mundo hoje muda tão rápido que podemos nos tornar obsoletos nos negócios em pouquíssimo tempo. Então, aqui na DPZ&T, precisamos nos manter sempre atualizados, relevantes e fazer com que o time avance num caminho em comum que seja construído pelo coletivo. Outro desafio é continuar trabalhando para que as pessoas nos escolham e queiram trabalhar na DPZ&T, sobretudo se desenvolvendo como pessoas e profissionais pelo fato de estarem num time extremamente talentoso que troca muito conhecimento. Esse é um fator de muita motivação para atrair os melhores talentos e, claro, uma agência só dá certo se contar com a colaboração de grandes talentos com uma cultura comum focada em estratégias e uma liderança bastante voltada para a equipe.

Como manter a relevância do negócio das agências hoje, e como você acredita que o modelo escolhido pela DPZ&T vem sendo um bom exemplo e caminho?

Do ponto de vista da área de mídia é preciso adquirir conhecimento mais profundo do negócio e das novas tecnologias. Na DPZ&T, por exemplo, criamos um time que pensa estrategicamente os recursos. Isso muda o valor dos próprios profissionais. Acredito que as agências ficarão para trás se não tirarem o foco da compra de anúncios para pensar mais em negócios.

Que cases recentes da agência demonstram a importância do papel da sua área atuando integrada às demais nas estratégias dos clientes?

Além de vários como Vivo, Itaú e Natura, um dos exemplos de como todas as mudanças na DPZ&T surtiram resultado foi o da campanha para Renault Captur, estrelada por Marina Ruy Barbosa em abril deste ano. Foi um projeto que aumentou as vendas do Captur em cerca de 80%. Partimos do uso maciço de dados digitais e trabalhamos conectados realtime nos resultados para tudo dentro da campanha.