"Queremos ser ponte", Rodrigo Medina, presidente da ABAP-RJ


Por Claudia Penteado

Ao assumir, este ano, a presidência da ABAP no Rio de Janeiro, junto com sua diretoria, Rodrigo Medina, sócio e diretor nacional de novos negócios da Artplan, decidiu ouvir o mercado. Realizou uma pesquisa, na qual ouviu os executivos de algumas das principais agências do Rio, para entender melhor desafios e oportunidades para o trabalho da entidade. Agora está criando um plano de ação, mas o que já ficou claro é que a Abap-Rio pode e deve ser uma ponte, principalmente para pequenas e médias agências, para os temas, conteúdos e discussões mais importantes da indústria da comunicação hoje.  "Temos que criar uma agenda positiva para o Rio, com menos críticas e com mais propostas", diz Rodrigo.

Por que você decidiu aceitar o desafio de ser presidente da entidade no seu mercado?  

Entendo que todos estão empenhados em fazer parte da transformação que nosso mercado está passando e quero somar a isso. Quero estar em contato com diversas agências do Rio de Janeiro, pois enxergo oportunidades de conectarmos as diferentes pontas para que possamos evoluir conversas e facilitarmos as trocas. 

 Como anda o mercado no Rio de Janeiro?Quais são os maiores desafios, os pontos fortes?  

O mercado do Rio de Janeiro já sofreu muito com a instabilidade geral - econômica, política e social. Com isso, muitos bons profissionais começaram a buscar novas possibilidades em outras cidades. Agora, já podemos perceber um movimento inverso, com muito interesse em nosso mercado.  Atendemos facilmente a todas as demandas dos anunciantes locais, com um ecossistema bem preparado, comparado a outros mercados. 

 Que planos você e sua diretoria têm para a sua gestão?  

A primeira iniciativa foi realizar uma ampla pesquisa com lideranças das agências do Rio para entendermos os principais desafios. Esta iniciativa concluiu que a ABAP pode ser uma aliada importante neste momento de transformação. Queremos atender as necessidades das agências, sendo uma ponte entre elas e o que podemos trazer de mais relevante em termos de conteúdo, sempre levando em conta a transformação, nossa maior premissa.  

 Qual deve ser, na sua visão, o papel da ABAP, de uma maneira geral?  

A ABAP tem um papel importantíssimo de defender o nosso mercado nos assuntos que possam afetar a nossa performance, vigor e sustentabilidade, e já o desempenha há anos. É fundamental que trabalhemos a transparência na relação entre agências e anunciantes. Além disso, estamos apostando que podemos conectar ambos os lados e sermos uma ponte de intermediação entre nossos associados e a discussão de temas mais relevantes, que normalmente não são tão acessíveis. 

 Qual a sua visão do ano de 2019 - perspectivas, possibilidades, resiliência? 

Temos que criar uma agenda positiva para o Rio, com menos críticas e mais propostas, somos um celeiro de talentos em várias áreas, somos criativos, temos que unir o mercado para torná-lo mais forte, de forma que todo o ecossistema se beneficie. Temos buscado, diariamente, a reinvenção.Como consequência disso, novos modelos estão sendo pensados e trabalhados para atender de forma mais ágil e eficiente nossos parceiros e colaboradores. 

 Como seu mercado vem vivendo a transformação digital?  

Precisamos utilizar a transformação digital a nosso favor para continuarmos sendo relevantes como um todo. Entendemos que a reestruturação pode ser de forma gradual. No entanto, no mercado de hoje em dia, em que tudo acontece em uma velocidade mais rápida, as agências precisam buscar atender expectativas e preferências com o benefício da tecnologia, visando grandes resultados. 

 

Qual o nível do debate sobre Compliance entre as agências cariocas? 

Queremos incentivar a comunicação transparente e a credibilidade das agências diante do mercado. O evento de Compliance que fizemos foi muito bem recebido, pois é um tema que as empresas estão exigindo cada vez mais. As agências que precisarem implementar este modelo podem nos consultar para ajudá-las. 

 O que encanta você na publicidade? 

É um mercado que está em constante transformação e isso dá uma certa empolgação para adaptar e entregar novas soluções aos clientes. O que acontecia há cinco anos já não é mais a realidade de hoje. Os dados, o conteúdo e a análise de contexto em tempo real mudam a maneira e a entrega. E não saber o que vem pela frente faz jus a todo o frio na barriga que sentimos quando sabemos que conseguimos nos adaptar às novas realidades que surgem.